Ao invés de somente homenagear as mulheres pelo seu dia, a administração municipal aproveitou o momento para fazer com que as participantes da programação de sexta-feira (16) a noite praticassem também a reflexão. O Grupo Caos e Acaso de Teatro do Oprimido, de Londrina, apresentou a peça “O Amor é mesmo Assim?” que levanta questões sobre a violência doméstica, suas causas, consequências e principalmente, a relação com a condição social das mulheres brasileiras.
Além do teatro, o evento contou com o depoimento de mulheres que se destacam no município pela garra com que enfrentam o cotidiano, pela ousadia e também pelo empreendedorismo. Vani Silva Lourenço falou da volta por cima que deu com a retomada dos estudos, Neuza Navarchi e Lucia Godoi foram exemplos de determinação e apresentaram as conquistas conseguidas após a qualificação oferecida pela Escola Profissionalizante – projeto da prefeitura em parceria com o Provopar.
A estudante, Larissa Leite de Araújo, declamou a poesia “O homem e a Mulher” de Vitor Hugo, que faz uma comparação entre os sexos e enaltece as qualidades femininas. No final, todas foram presenteadas com artesanato produzido no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), Centro de Convivência dos Idosos (CCI) e projeto AABB Comunidade. Os realizadores do evento foram as secretarias da Ação Social, Educação e Cultura, e Esporte e Lazer.
Ponto de vista
Na abertura o prefeito, Fábio D’Alécio, enfatizou a importância da mulher no contexto familiar e da sociedade. “A família é a base responsável pelas coisas boas e ruins da sociedade. Se na estrutura [pai, mãe e filho] a figura do pai está ausente alguém assume o lugar dele. Porém, se falta a mãe não acontece da mesma forma e um espaço fica vago. Com isso quero que percebam que ninguém é capaz de fazer o que a mulher faz, que as coisas boas são resultantes do trabalho da mulher”, discursou.
Durante o evento a primeira dama e secretária da Ação Social, Luciane D’Alécio, lembrou da luta para conquista o espaço. “É preciso se projetar para o que queremos, pois somos capazes. Sempre chegamos no nosso objetivo se temos vontade de fazer”.
Já a presidente do Curumim, Márcia Vieira, ressaltou que a semana da mulher é de muito entusiasmo e alegria. “É quando se reconhece o valor que temos para a sociedade. Mas também precisamos refletir se estamos sendo boas mulheres. Todas merecemos essa homenagem porque somos guerreiras”.
Interação
A peça apresentada no evento além de se basear em fatos reais trabalhou com a interação do público. Após a interpretação, os problemas mostrados nas cenas puderam ser discutidos com os presentes. Assim, os participantes deixaram de ser meros espectadores para atuarem também na resolução das situações encenadas como atores.

