O índice de adolescentes grávidas apresentado tem assustado a saúde pública no país. Segundo dados do Ministério da Saúde, 25% dos partos feitos no Brasil são de meninas que têm entre 10 e 20 anos – idade considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como a faixa etária da adolescência. Esse número representa um aumento de 2% do que se tinha na última década.
Preocupada com a situação no país e na cidade, a secretaria de Saúde de Ubiratã promoveu durante todo o dia de ontem (12), palestra para os alunos do Colégio Estadual Carlos Gomes. A médica Kátia Milani explicou durante a palestra sobre os problemas que os adolescentes enfrentam com uma gravidez inesperada. “A nossa maior preocupação se deu após uma menina de apenas 10 anos procurar a unidade do posto de saúde com suspeita de gravidez de um menino de 13”, conta.
O objetivo do encontro foi informar sobre problemas que podem ser encontrados. De acordo com Kátia, a adolescência é a fase de transformação de criança para adulto que interfere no desenvolvimento tanto físico quanto psicosocial, no qual, cria-se mais responsabilidade e gera muitos conflitos.
Segundo dados preliminares divulgados pela secretaria de Saúde de Ubiratã em 2006 nasceram 283 crianças, dessas 72 foram de mães com idades entre 10 e 20 anos. De janeiro até agosto deste ano foram contabilizados o nascimento de 166 crianças, das quais 43 são de mães adolescentes. Comparando o mesmo período do ano passado a secretaria somou um total de 47 nascimentos.
O secretário de Saúde, Edmund Behrend, salienta que medidas de conscientização são realizadas constantemente, mas é preciso de um trabalho conjunto para que os jovens percebam a gravidade de enfrentar essa situação.
Kátia destacou aos participantes da palestra que antes de iniciar a atividade sexual e até mesmo durante é necessário que os médicos sejam procurados. Para tentar minimizar os problemas a secretaria de Saúde tem fornecido a população anticoncepcionais e camisinhas.

