Ovitrampas: mais do que uma armadilha, uma tecnologia essencial para o combate contra a dengue

Com o primeiro levantamento de 2026 contabilizando mais de 1.600 ovos, Ubiratã utiliza tecnologia de satélite e armadilhas ovitrampas de maneira estratégica para antecipar focos e bloquear o avanço da dengue

O município de Ubiratã realizou o primeiro levantamento das armadilhas ovitrampas neste mês de janeiro. O resultado contabilizou 1.644 ovos, e desse total, 49 amostras foram positivas para o mosquito Aedes aegypti. As imagens de satélite mostram o monitoramento em tempo real, onde cada ponto colorido representa uma armadilha instalada de maneira estratégica em cada região da cidade. Enquanto os pontos verdes e amarelos indicam baixa ou moderada presença de ovos, os pontos vermelhos representam os alertas críticos; eles sinalizam onde a fêmea do mosquito está mais ativa, o que permite que a equipe de agentes aja imediatamente para impedir a transmissão da dengue.

A Vigilância em Saúde orienta que os moradores não mexam nas armadilhas; caso veja um ‘potinho’ preto com uma palheta de madeira, não toque, não mude de lugar e não jogue a água fora, pois qualquer interferência pode anular os dados e deixar o seu bairro “cego” diante do perigo. Também, é importante ressaltar que a armadilha apenas mostra onde o mosquito está, sendo de suma importância manter o cuidado constante com o quintal, como limpar calhas e manter pneus e garrafas secos, além de receber bem os agentes que precisam recolher as palhetas para análise, para garantir assim que o mapeamento seja feito com precisão.