Secretários respondem acusação de irregularidades

Após acusações feitas por um jornal local, os secretários de Desenvolvimento Econômico, Serviços Urbanos e Pavimentação e Ação Social concederam à imprensa uma entrevista coletiva na tarde de quinta-feira, 14, respondendo às denúncias feitas.

O jornal Folha Regional divulgou na edição do mesmo dia, que estaria acontecendo uma série de irregularidades no aterro municipal. Informações que segundo os secretários precisavam ser observadas com mais precisão, antes de serem publicadas. Entre os temas abordados na matéria estava o caso de pneus e lixo hospitalar depositados no aterro, barracão desativado e pessoas recolhendo lixo para comercialização no local.

Pneus e lixo hospitalar
As partes acusadas se defenderam e apresentaram a versão dos fatos, em resposta ao que foi divulgado. Quanto a verificação de pneus e lixo hospitalar no aterro, o secretário de Serviços Urbanos, João Ribeiro, que supervisiona a coleta de lixo na cidade explicou que todo o lixo produzido por hospitais, farmácias e laboratórios são recolhidos por uma empresa terceirizada, já os pneus são depositados por terceiros, uma vez que, os funcionários do setor são proibidos de recolher pneus e levarem para o aterro.

Na ocasião, Ribeiro, expôs o caso de um funcionário que foi machucado com seringa que estava junto ao lixo doméstico. Segundo ele, a equipe não tem condições de vistoriar o que produz todas as casas. “Fica inviável verificarmos o lixo das residências, quando encontramos episódios como esse conversamos com o envolvido e explicamos o destino que deve ser dado ao material”, acrescenta.

Barracão “abandonado”
O secretário de Desenvolvimento Econômico e vice-prefeito, Orlando Francisco Vieira Filho, esclareceu que o barracão está inativo por determinações do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). “O aterro e o barracão foram feitos juntos, até então o IAP tinha aprovado o projeto para a construção do barracão no espaço. Depois de acordo com uma mudança na legislação o espaço não pode mais ser utilizado”, aponta. Ele acrescentou ainda que no inicio da administração municipal o barracão já existia no espaço. “Só respeitamos as normas que nos foram passadas pela entidade que coordena as ações ambientais no Estado”, completa.

Trabalho irregular no aterro
Outra informação na matéria foi sobre a presença de pessoas recolhendo lixo no aterro. O secretário de Desenvolvimento Econômico expôs que somente uma família insiste em recolher o material no aterro. “Essas pessoas já foram notificadas e receberam aviso formal do Ministério Público que não poderiam mais entrar no espaço. O problema é que elas continuam entrando na área e até arrebentaram os cadeados do portão de acesso ao aterro. Explicamos que as conseqüências para eles podem se agravar, afinal eles estão desrespeitando regras”, explana.

A secretária de Ação Social, Elcia Godinho, explicou ainda que a família em discussão foi convidada várias vezes para participar da Associação dos Agentes Ambientais de Ubiratã (Recitã), mas se negaram. “Eles alegaram que é mais vantajoso a coleta do lixo no aterro e não quiseram fazer parte da associação”, acrescenta.

Ações
Orlando, aproveitou a oportunidade para mostrar que a administração está preocupada com o desenvolvimento da cidade e apresentou a implantação do programa de Coleta Seletiva. “Na semana do meio ambiente lançamos o Recicla-Bira, com o intuito de minimizarmos os problemas de mistura de lixos e reforçar a associação dos agentes ambientais. Acreditamos que esse projeto, que está em fase inicial, vai ajudar a não acontecer irregularidades e nem suspeitas, ele vai somar ao que propomos: uma cidade ecologicamente correta e comprometida com um futuro”.

Elcia encerrou a entrevista solicitando o apoio da imprensa para ajudar na conscientização dos ubiratanenses sobre o processo de separação do lixo. Conforme aponta a secretária é fundamental a parceria entre a administração e os veículos de comunicação para se criar uma consciência mais responsável e a cidade ter resultados promissores para a população. “As empresas de comunicação têm uma forte influência na sociedade, então temos que utilizar ela para melhorar as coisas. Esperamos a colaboração e parceria de todos”, finaliza.